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Grupo formado em Taguatinga vem ganhando espaço na cena do metal extremo do Distrito Federal com shows intensos, estética inspirada no cinema de terror e uma trajetória independente
A cena de metal extremo do Distrito Federal ganhou nos últimos anos um nome que vem chamando atenção pela combinação entre peso, conceito e presença de palco. Formada em dezembro de 2023, em Taguatinga/DF, a Mota aposta no deathcore para construir uma identidade que vai além da música, incorporando elementos do cinema de terror à estética e às apresentações ao vivo.
O grupo é formado atualmente por Guto Mota (vocal), Luís Antonio (guitarra), Beto Neves (baixo) e Victor Cassimiro (bateria). Desde o início, a banda desenvolveu seu trabalho de maneira independente, lançando os singles Home e Under the Cross. No final de 2024, veio Grave, faixa que marcou uma mudança mais definitiva em direção ao deathcore e a uma sonoridade mais agressiva e técnica.
Em 2025, a banda ampliou sua produção com os EPs Vol. I e Vol. II, ambos com quatro faixas. Os trabalhos mergulham no universo do terror clássico e contemporâneo, dialogando com filmes e personagens que fazem parte do imaginário do gênero. A faixa “Família Sawyer”, do primeiro EP, foi incluída pela revista Hollyyeah entre as 100 melhores músicas de metal de 2025.
A proposta da Mota não fica restrita ao estúdio. Desde seu primeiro show, realizado em 2024, a banda vem construindo apresentações marcadas por riffs rápidos, blast beats, breakdowns e vocais extremos, acompanhados por uma produção visual inspirada em filmes de terror.
O conceito ganha ainda mais força no espetáculo da banda, estruturado como uma experiência temática de aproximadamente 40 minutos. O repertório inclui músicas como Jigsaw, Candyman, Pesadelo, Baile de Sangue, Olhos do Diabo, Crystal Lake, Família Sawyer e Leatherface, intercaladas por introduções sonoras de horror.
A apresentação também utiliza elementos cenográficos, conteúdo para telão e participações performáticas. Em momentos específicos, um ator caracterizado interage com a banda e com o público, reforçando a atmosfera cinematográfica proposta pelo grupo.
A trajetória da Mota inclui uma sequência expressiva de apresentações em eventos e casas da cena alternativa de Brasília e região. Entre 2024 e 2026, a banda passou por eventos como Black Sheep Festival, Mosh Pit Massacre Fest, Lokapalooza, Calabouço Metal, FestRock Brasília, Carnametal, Waking the Fallen, Casa 1221 Fest, CarnaHell, Primeiro Ato e Ressaca de Odin, além de uma apresentação em Goiânia no Underchaos Attack.
Em 2026, o grupo também realizou o pré-lançamento do EP Podrera, no MotörRock, em junho, e participou de eventos como Elysius Fest, Duelo de Bandas e UTMB Fest. A agenda apresentada no press kit inclui ainda o Gururock, em Gurupi (TO), marcado para 12 de setembro, e o Dark House Fest, previsto para 14 de novembro.
Com uma proposta que mistura deathcore, horror e performance, a Mota vem construindo seu espaço de forma independente e apostando em uma identidade visual e musical própria. É uma banda que parece entender que, no metal extremo, o impacto não precisa terminar quando a última nota desaparece — ele também pode permanecer na imagem e na memória de quem estava diante do palco.
Conheça o instagram da banda:
Mota | Deathcore Band (@motadeathcore)
Formação: Guto Mota (vocal), Luís Antonio (guitarra), Beto Neves (baixo) e Victor Cassimiro (bateria).
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